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 Saiyuki Anime

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Fox69
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MensagemAssunto: Saiyuki Anime   Qua Fev 04, 2009 10:26 am

História:
Onde os céus e a Terra criaram uma era de caos, havia um mundo onde tanto homens como demónios (youkais) vivam em paz e harmonia. Chamava-se Tougenkyou e era origem de cultura e religião. No entanto, este mundo começou a cair em desgraça.» Sob influência de uma onda negativa gerada pelo processo de ressurreição do grande youkai Gyumao, todos os youkais de Tougenkyou perderam a razão e tornaram-se monstros devoradores de homens. Genjou Sanzo é então ordenado pelo Sanbutsushin (os Três Aspectos do Buda) que viage até à Índia na companhia de Son Goku, Cho Hakkai e Sha Gojyo para travar a tentativa de ressurreição de Gyumao e devolver a consciência a todos os youkais. Foi assim que se iniciou há mais de 10 anos Saiyuki, mais uma obra baseada na famosa lenda chinesa “Xi-You-Ji”, da qual surgiram muitas outras adaptações, entre as quais o muito conhecido Dragon Ball . A adaptação de Minekura, no entanto, é como nenhuma outra – irreverente, audaz e, no mínimo, inovadora. A China mitológica da lenda original altera-se por completo - com aparelhos modernos e cartões de crédito - não perdendo, no entanto, a sua aura de misticismo e fantasia – com feitiços, deuses e criaturas mágicas. Cria-se assim um mundo único, onde deuses têm contas bancárias e dragões se transformam em jipes. Também as personagens foram alvo das modificações de Minekura; elas estão quase irreconhecíveis, surgindo agora como indivíduos de uma complexidade impressionante.(ver adiante). Encaixando-se na categoria de Shojo Manga (manga para raparigas), Saiyuki é claramente dirigido a um público feminino mais adulto. É prova disso mesmo a concentração de desenhos dos painéis, o carácter mais maduro dos conteúdos, violência gráfica e verbal, a escacês de personagens femininas de relevo e a caracterização das personagens masculinas. Deste modo, esta manga, seguindo o estilo que caracteriza Minekura, não é de todo recomendada aos apreciadores de romances platónicos arrebatadores, personagens puras e inocentes e de uma boa dose de penas e pétalas de sakura voadoras. Minekura não hesita em desfazer ambientes introspectivos ou sentimentais com comentários cortantes ou apenas desapropriados, mantendo sempre um grande sentido de realidade no diálogo. Apresentando-se com um tema aparentemente simples (que acaba por se revelar secundário), Saiyuki aborda ao mesmo tempo um variado número de questões polémicas que desafiam a consciência moral do leitor, ao apresentá-las sob um novo ponto de vista - onde cada um tem nas mãos o poder para construir a sua história sem prestar contas a ninguém a não ser a sua própria consciência. É esta filosofia que está presente em todo o desenrolar da manga – cada um deve viver assumindo a sua própria identidade, as suas crenças, e apenas por si próprio. Só aí está a verdadeira força e a verdadeira liberdade. A brilhante associação do diálogo com o desenho permite uma variedade de interpretações da história consoante a atenção de quem lê e do que quer ler. O diálogo está minado de ambiguidades, os silêncios podem ser interpretados de variadas formas, existem movimentos, pistas e olhares discretos que modificam a leitura de quem os detecta, levando os fans a horas de discussão e interpretação. E é este jogo do gato-e-rato que torna Saiyuki altamente viciante. Esta manga tornou-se já num fenómeno de popularidade em todo o mundo. Dela surgiram séries de anime (Gensoumaden Saiyuki, Saiyuki Reload e Saiyuki Reload Gunlock), filmes (Gensoumaden Saiyuki: Requiem), livros de ilustrações (Salty Dog, Backgammon e Saiyuubito), CDs, jogos e muitos outros artigos de merchandise.

As personagens:
São elas o que mais atrai em Saiyuki. Como já é característico de Minekura, as suas personagens são muitíssimo flexíveis e complexas, não se podendo caracterizar numa só frase. Não existe ninguém intrinsecamente bom ou mau. Cada uma das personagens vai-se desenvolvendo e revelando ao longo da história, deixando o leitor com uma opinião por vezes diametralmente oposta àquela que tinha formado no início. As personagens principais, baseadas nos seus homónimos da lenda de “Xi-You-Ji”, são o seu «upgrade» extremo, deixando pouco em comum com as personagens iniciais. Com características físicas e psicológicas muito próprias, elas apelam a facções distintas do público.

- Genjo Sanzo: Alto monge budista, é ele o líder do grupo e quem paga as despesas da viagem com o cartão de crédito do Sansbutsushin. Loiro e de olhos roxos (cor que no Japão simboliza o demónio), este monge de 23 anos pouco tem a ver com o original (um monge simpático, frágil e indefeso, com firmes convicções pacifistas). Sanzo é frio, calculista e muito reservado, o que não impede de ter um temperamento explosivo quando provocado e uma linguagem pouco aconselhável aos mais pequenos. Bebe e fuma Marlboro, fazendo pouco caso dos princípios budistas da não-agressão, já que não hesita em usar o seu revólver contra o que quer que barre o seu caminho, inimigos ou companheiros. No entanto, o carisma, racionalidade e força de vontade inabalável de Sanzo tornam-no um líder nato ao qual os seus companheiros recorrem em caso de perigo.

- Son Goku: O sábio deus macaco do folclore chinês e japonês surge em Saiyuki como um jovem herege de 18 anos, moreno e de olhos dourados, cujas principais prioridades são comer e lutar. A sua personalidade alegre e despreocupada torna-o a mascote do grupo. Goku foi libertado de um cativeiro de 500 anos por Sanzo e desde então tem estado ao seu cuidado. Apesar da sua mentalidade infantil e inocente, Goku é o mais forte dos quatro, tornando-se um demónio imparável quando remove o diadema que usa na cabeça.

- Cho Hakkai: Ele será talvez o que menos se assemelha à personagem que lhe deu o nome (um demónio parte homem, parte porco com um enorme apetite, mesquinhez e lascívia). Nesta manga é um youkai de 22 anos, calmo, contido e simpático, com cabelo escuro e olhos verdes. É o dono do pequeno dragão Jeep e quem o conduz. Para além disso, é ele que trata das refeições, dos cuidados médicos e do equilíbrio interno do grupo. É o único que consegue conversar com Sanzo sem ser agredido, o que tem mais paciência para lidar com Goku e o melhor amigo de Gojyo. A sua aparência tranquila, dedicação e enorme sentido de humor escondem, no entanto, uma personalidade muito mais complexa e sombria.

- Sha Gojyo: Baseado, se bem que vagamente, no kappa (demónio do rio) que acompanhou o Sanzo original, Gojyo é um jovem de 22 anos com uma natureza muito própria que se reflecte nos seus olhos e cabelo vermelho-sangue. De facto, essa é a marca dos filhos das uniões proibidas entre humanos e youkai. Com uma tendência para fumar e uma linguagem que rivaliza com a de Sanzo, Gojyo tem um enorme apreço pela companhia feminina, por cerveja e pelo jogo. Apesar de tudo, debaixo de uma superfície fútil ele esconde um espírito muito generoso e compassivo.

A manga:
A saga divide-se em 3 colecções, sendo elas:
-Saiyuki – Já terminada, é a primeira parte da saga e consiste em 9 volumes editados em inglês pela Tokyopop. Com a excepção do último segmento, esta manga desenrola-se em episódios curtos (não mais que 4 ou 5 capítulos) mais ou menos inconsequentes e independentes uns dos outros. Em cada um deles os quatro heróis têm que enfrentar inimigos diferentes e quase sempre pontuais, sendo a única ameaça constante o príncipe youkai Kougaiji. Cada um destes episódios serve de pretexto para que, lentamente, se vão revelando os aspectos mais importantes da história de cada um dos protagonistas e as razões do seu modo de ser. Esta colecção, tendo sido a primeira das três, não beneficia, até perto do final, da mesma qualidade de desenho presente nas outras. O estilo ainda é imaturo, já que a caracterização das personagens evolui com bastante rapidez. No entanto, tem já o cuidado e o espírito próprio do actual estilo de Minekura.
A menor qualidade de desenho e do desenrolar menos fluido da história é compensado, no entanto, pelo texto brilhante e o sentido de humor cortante da autora. Saiyuki deixa-nos a meio do percurso até à Índia, com alguns aspectos do mistério da ressurreição do lorde youkai desvendados e com muitas outras questões ainda por resolver.

-Saiyuki Reload – Esta colecção continua a acção onde Saiyuki a deixou. Ainda inacabada, tem já 6 volumes editados, sendo publicados novos capítulos na revista mensal japonesa ZeroSum. Saiyuki Reload impressiona numa primeira leitura pelo seu estilo, que tinha vindo a amadurecer desde o início de Saiyuki e que se mostra agora no seu auge. Os cenários são de uma enorme minúcia e realismo. A sombra e a luz são mais utilizadas na criação de ambientes e transmissão de mensagens. As personagens também ganharam com este novo estilo um carácter único que lhes permite transmitir sentimentos complexos com pequeníssimas alterações de expressão.
Para além disto, Minekura reduz ao mínimo a presença de “efeitos especiais” como flores ou brilhos, utilizando quase exclusivamente o cenário actual para criar ambientes mais intensos. Assim, esta manga aparece com um aspecto muito “limpo” e aparentemente sóbrio.
Se no princípio esta colecção continua o mesmo formato de episódios de Saiyuki, a partir do segundo volume iniciam-se episódios (arc’s) bastante mais extensos, como é o caso de “Against The Stream”, “Burial” e “Even a Worm”, ainda inacabado. O argumento vai-se mostrando cada vez mais complexo e os acontecimentos vão-se interrelacionando mais entre si. Torna-se evidente a tensão crescente sobre os protagonistas à medida que se aproximam do seu objectivo.

-Saiyuki Gaiden- Uma prequela a Saiyuki e Saiyuki Reload. A acção decorre 500 anos antes do início de Saiyuki, centrando-se no início da vida de Son Goku, altura em que viveu no céu e do qual foi depois expulso. Para além do pequeno herege, surgem como personagens principais as primeiras reencarnações de Sanzo (Konzen Douji), Hakkai (Tenpou Gensui) e Gojyo (Kenren Taisho). Surgem também em destaque a já conhecida Kanzeon Bosatsu, o deus da guerra Nataku e a anterior encarnação de Jeep – o rei dragão Goujun. Tendo surgido depois do início de Saiyuki, Saiyuki Gaiden tem já a enorme qualidade do estilo inconfundível a que Minekura chegou. Tanto as personagens como os cenários estão cheios de detalhes e realismo, que, aliados a um óptimo jogo de luz/sombra, torna esta manga muitíssimo agradável de ler.
Saiyuki Gaiden não se centra tanto numa série de episódios e combates, mas sim numa só linha de acção - de que modo evoluíram os acontecimentos que levaram à expulsão e aprisionamento de Goku. Assim, existindo menos pressão sobre as personagens, elas têm a oportunidade de evoluir mais rapidamente e de se relacionar mais entre si, sendo divertido encontrar as semelhanças e diferenças entre as personalidades dos deuses e as suas actuais encarnações. Uma leitura atenta da história permite explicar e completar factos que vão aparecendo ao longo das outras mangas. O ritmo mais calmo da história pode torná-la menos interessante para quem gosta de acção concreta mas irresistível para quem já se apaixonou pelas personagens. Ainda incompleto e com 2 volumes já editados, Saiyuki Gaiden é publicado trimestralmente na revista japonesa WARD.
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